terça-feira, 16 de setembro de 2014

A cura do homem endemoninhado

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A cura do homem endemoninhado

1 Eles atravessaram o mar e foram para a região dos gerasenos.
2 Quando Jesus desembarcou, um homem com um espírito imundo veio dos sepulcros ao seu encontro.
3 Esse homem vivia nos sepulcros, e ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com correntes;
4 pois muitas vezes lhe haviam sido acorrentados pés e mãos, mas ele arrebentara as correntes e quebrara os ferros de seus pés. Ninguém era suficientemente forte para dominá-lo.
5 Noite e dia ele andava gritando e cortando-se com pedras entre os sepulcros e nas colinas.
6 Quando ele viu Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele
7 e gritou em alta voz: "Que queres comigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te por Deus que não me atormentes!"
8 Pois Jesus lhe tinha dito: "Saia deste homem, espírito imundo!"
9 Então Jesus lhe perguntou: "Qual é o seu nome?"
"Meu nome é Legião", respondeu ele, "porque somos muitos."
10 E implorava a Jesus, com insistência, que não os mandasse sair daquela região.
11 Uma grande manada de porcos estava pastando numa colina próxima.
12 Os demônios imploraram a Jesus: "Manda-nos para os porcos, para que entremos neles".
13 Ele lhes deu permissão, e os espíritos imundos saíram e entraram nos porcos. A manada de cerca de dois mil porcos atirou-se precipício abaixo, em direção ao mar, e nele se afogou.
14 Os que cuidavam dos porcos fugiram e contaram esses fatos na cidade e nos campos, e o povo foi ver o que havia acontecido.
15 Quando se aproximaram de Jesus, viram ali o homem que fora possesso da legião de demônios, assentado, vestido e em perfeito juízo; e ficaram com medo.
16 Os que estavam presentes contaram ao povo o que acontecera ao endemoninhado e falaram também sobre os porcos.
17 Então o povo começou a suplicar a Jesus que saísse do território deles.
18 Quando Jesus estava entrando no barco, o homem que estivera endemoninhado suplicava-lhe que o deixasse ir com ele.
19 Jesus não o permitiu, mas disse: "Vá para casa, para a sua família e anuncie-lhes quanto o Senhor fez por você e como teve misericórdia de você".
20 Então, aquele homem se foi e começou a anunciar em Decápolis o quanto Jesus tinha feito por ele. Todos ficavam admirados.

Uma menina morta e uma mulher doente

21 Tendo Jesus voltado de barco para a outra margem, uma grande multidão se reuniu ao seu redor, enquanto ele estava à beira do mar.
22 Então chegou ali um dos dirigentes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, prostrou-se aos seus pés
23 e lhe implorou insistentemente: "Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, e impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e que viva".
24 Jesus foi com ele.
Uma grande multidão o seguia e o comprimia.
25 E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia.
26 Ela padecera muito sob o cuidado de vários médicos e gastara tudo o que tinha, mas, em vez de melhorar, piorava.
27 Quando ouviu falar de Jesus, chegou por trás dele, no meio da multidão, e tocou em seu manto,
28 porque pensava: "Se eu tão somente tocar em seu manto, ficarei curada".
29 Imediatamente cessou sua hemorragia e ela sentiu em seu corpo que estava livre do seu sofrimento.
30 No mesmo instante, Jesus percebeu que dele havia saído poder, virou-se para a multidão e perguntou: "Quem tocou em meu manto?"
31 Responderam os seus discípulos: "Vês a multidão aglomerada ao teu redor e ainda perguntas: 'Quem tocou em mim?' "
32 Mas Jesus continuou olhando ao seu redor para ver quem tinha feito aquilo.
33 Então a mulher, sabendo o que lhe tinha acontecido, aproximou-se, prostrou-se aos seus pés e, tremendo de medo, contou-lhe toda a verdade.
34 Então ele lhe disse: "Filha, a sua fé a curou! Vá em paz e fique livre do seu sofrimento".
35 Enquanto Jesus ainda estava falando, chegaram algumas pessoas da casa de Jairo, o dirigente da sinagoga. "Sua filha morreu", disseram eles. "Não precisa mais incomodar o mestre!"
36 Não fazendo caso do que eles disseram, Jesus disse ao dirigente da sinagoga: "Não tenha medo; tão somente creia".
37 E não deixou ninguém segui-lo, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
38 Quando chegaram à casa do dirigente da sinagoga, Jesus viu um alvoroço, com gente chorando e se lamentando em alta voz.
39 Então entrou e lhes disse: "Por que todo este alvoroço e lamento? A criança não está morta, mas dorme".
40 Mas todos começaram a rir de Jesus. Ele, porém, ordenou que eles saíssem, tomou consigo o pai e a mãe da criança e os discípulos que estavam com ele e entrou onde se encontrava a criança.
41 Tomou-a pela mão e lhe disse: "Talita cumi!", que significa "menina, eu ordeno a você, levante-se!".
42 Imediatamente a menina, que tinha doze anos de idade, levantou-se e começou a andar. Isso os deixou atônitos.
43 Ele deu ordens expressas para que não dissessem nada a ninguém e mandou que dessem a ela alguma coisa para comer.
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A parábola do semeador

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A parábola do semeador

1 Novamente Jesus começou a ensinar à beira-mar. Reuniu-se ao seu redor uma multidão tão grande que ele teve que entrar num barco e assentar-se nele. O barco estava no mar, enquanto todo o povo ficava na beira da praia.
2 Ele lhes ensinava muitas coisas por parábolas, dizendo em seu ensino:
3 "Ouçam! O semeador saiu a semear.
4 Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram.
5 Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou, porque a terra não era profunda.
6 Mas, quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz.
7 Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas, de forma que ela não deu fruto.
8 Outra ainda caiu em boa terra, germinou, cresceu e deu boa colheita, a trinta, sessenta e até cem por um".
9 E acrescentou: "Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!"
10 Quando ele ficou sozinho, os Doze e os outros que estavam ao seu redor lhe fizeram perguntas acerca das parábolas.
11 Ele lhes disse: "A vocês foi dado o mistério do Reino de Deus, mas aos que estão fora tudo é dito por parábolas,
12 a fim de que,
" 'ainda que vejam,
não percebam;
ainda que ouçam,
não entendam;
de outro modo,
poderiam converter-se
e ser perdoados!'"
13 Então Jesus lhes perguntou: "Vocês não entendem esta parábola? Como, então, compreenderão todas as outras?
14 O semeador semeia a palavra.
15 Algumas pessoas são como a semente à beira do caminho, onde a palavra é semeada. Logo que a ouvem, Satanás vem e retira a palavra nelas semeada.
16 Outras, como a semente lançada em terreno pedregoso, ouvem a palavra e logo a recebem com alegria.
17 Todavia, visto que não têm raiz em si mesmas, permanecem por pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandonam.
18 Outras ainda, como a semente lançada entre espinhos, ouvem a palavra;
19 mas, quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas sufocam a palavra, tornando-a infrutífera.
20 Outras pessoas são como a semente lançada em boa terra: ouvem a palavra, aceitam-na e dão uma colheita de trinta, sessenta e até cem por um".

A luz do candeeiro

21 Ele lhes disse: "Quem traz uma candeia para ser colocada debaixo de uma vasilha ou de uma cama? Acaso não a coloca num lugar apropriado?
22 Porque não há nada oculto, senão para ser revelado, e nada escondido, senão para ser trazido à luz.
23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça!
24 "Considerem atentamente o que vocês estão ouvindo", continuou ele. "Com a medida com que medirem, vocês serão medidos; e ainda mais acrescentarão para vocês.
25 A quem tiver, mais lhe será dado; de quem não tiver, até o que tem lhe será tirado".

A história da semente

26 Ele prosseguiu dizendo: "O Reino de Deus é semelhante a um homem que lança a semente sobre a terra.
27 Noite e dia, estando ele dormindo ou acordado, a semente germina e cresce, embora ele não saiba como.
28 A terra por si própria produz o grão: primeiro o talo, depois a espiga e, então, o grão cheio na espiga.
29 Logo que o grão fica maduro, o homem lhe passa a foice, porque chegou a colheita".

A semente de mostarda

30 Novamente ele disse: "Com que compararemos o Reino de Deus? Que parábola usaremos para descrevê-lo?
31 É como um grão de mostarda, que é a menor semente que se planta na terra.
32 No entanto, uma vez plantado, cresce e se torna uma das maiores plantas, com ramos tão grandes que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra".
33 Com muitas parábolas semelhantes Jesus lhes anunciava a palavra, tanto quanto podiam receber.
34 Não lhes dizia nada sem usar alguma parábola. Quando, porém, estava a sós com os seus discípulos, explicava-lhes tudo.

Jesus acalma a tempestade

35 Naquele dia, ao anoitecer, disse ele aos seus discípulos: "Vamos para o outro lado".
36 Deixando a multidão, eles o levaram no barco, assim como estava. Outros barcos também o acompanhavam.
37 Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este ia se enchendo de água.
38 Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e clamaram: "Mestre, não te importas que morramos?"
39 Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Aquiete-se! Acalme-se!" O vento se aquietou, e fez-se completa bonança.
40 Então perguntou aos seus discípulos: "Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?"
41 Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?"
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domingo, 14 de setembro de 2014

Marcos 3

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Marcos 3 do livro Marcos da Bíblia.

1 Noutra ocasião ele entrou na sinagoga, e estava ali um homem com uma das mãos atrofiada.
2 Alguns deles estavam procurando um motivo para acusar Jesus; por isso o observavam atentamente, para ver se ele iria curá-lo no sábado.
3 Jesus disse ao homem da mão atrofiada: "Levante-se e venha para o meio".
4 Depois Jesus lhes perguntou: "O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida ou matar?" Mas eles permaneceram em silêncio.
5 Irado, olhou para os que estavam à sua volta e, profundamente entristecido por causa do coração endurecido deles, disse ao homem: "Estenda a mão". Ele a estendeu, e ela foi restaurada.
6 Então os fariseus saíram e começaram a conspirar com os herodianos contra Jesus, sobre como poderiam matá-lo.

As multidões seguem Jesus

7 Jesus retirou-se com os seus discípulos para o mar, e uma grande multidão vinda da Galileia o seguia.
8 Quando ouviram a respeito de tudo o que ele estava fazendo, muitas pessoas procedentes da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, das regiões do outro lado do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom foram atrás dele.
9 Por causa da multidão, ele disse aos discípulos que lhe preparassem um pequeno barco, para evitar que o comprimissem.
10 Pois ele havia curado a muitos, de modo que os que sofriam de doenças ficavam se empurrando para conseguir tocar nele.
11 Sempre que os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: "Tu és o Filho de Deus".
12 Mas ele lhes dava ordens severas para que não dissessem quem ele era.

São nomeados os doze discípulos

13 Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles que ele quis, os quais vieram para junto dele.
14 Escolheu doze, designando-os apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar
15 e tivessem autoridade para expulsar demônios.
16 Estes são os doze que ele escolheu: Simão, a quem deu o nome de Pedro;
17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que significa "filhos do trovão";
18 André; Filipe; Bartolomeu; Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, o zelote;
19 e Judas Iscariotes, que o traiu.

Jesus e Satanás

20 Então Jesus entrou numa casa, e novamente reuniu-se ali uma multidão, de modo que ele e os seus discípulos não conseguiam nem comer.
21 Quando seus familiares ouviram falar disso, saíram para trazê-lo à força, pois diziam: "Ele está fora de si".
22 E os mestres da lei que haviam descido de Jerusalém diziam: "Ele está com Belzebu! Pelo príncipe dos demônios é que ele expulsa demônios".
23 Então Jesus os chamou e lhes falou por parábolas: "Como pode Satanás expulsar Satanás?
24 Se um reino estiver dividido contra si mesmo, não poderá subsistir.
25 Se uma casa estiver dividida contra si mesma, também não poderá subsistir.
26 E, se Satanás se opuser a si mesmo e estiver dividido, não poderá subsistir; chegou o seu fim.
27 De fato, ninguém pode entrar na casa do homem forte e levar dali os seus bens, sem que antes o amarre. Só então poderá roubar a casa dele.
28 Eu asseguro que todos os pecados e blasfêmias dos homens lhes serão perdoados,
29 mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: é culpado de pecado eterno".
30 Jesus falou isso porque eles estavam dizendo: "Ele está com um espírito imundo".

A mãe e os irmãos de Jesus

31 Então chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficando do lado de fora, mandaram alguém chamá-lo.
32 Havia muita gente assentada ao seu redor; e lhe disseram: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram".
33 "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?", perguntou ele.
34 Então olhou para os que estavam assentados ao seu redor e disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos!
35 Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe".
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sábado, 13 de setembro de 2014

Jesus cura um paralítico

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Jesus cura um paralítico

1 Poucos dias depois, tendo Jesus entrado novamente em Cafarnaum, o povo ouviu falar que ele estava em casa.
2 Então muita gente se reuniu ali, de forma que não havia lugar nem junto à porta; e ele lhes pregava a palavra.
3 Vieram alguns homens, trazendo-lhe um paralítico, carregado por quatro deles.
4 Não podendo levá-lo até Jesus, por causa da multidão, removeram parte da cobertura do lugar onde Jesus estava e, pela abertura no teto, baixaram a maca em que estava deitado o paralítico.
5 Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: "Filho, os seus pecados estão perdoados".
6 Estavam sentados ali alguns mestres da lei, raciocinando em seu íntimo:
7 "Por que esse homem fala assim? Está blasfemando! Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?"
8 Jesus percebeu logo em seu espírito que era isso que eles estavam pensando e lhes disse: "Por que vocês estão remoendo essas coisas em seu coração?
9 Que é mais fácil dizer ao paralítico: Os seus pecados estão perdoados, ou: Levante-se, pegue a sua maca e ande?
10 Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados" - disse ao paralítico -
11 "eu digo a você: Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa".
12 Ele se levantou, pegou a maca e saiu à vista de todos, que, atônitos, glorificaram a Deus, dizendo: "Nunca vimos nada igual!"

A chamada de Levi

13 Jesus saiu outra vez para beira-mar. Uma grande multidão aproximou-se, e ele começou a ensiná-los.
14 Passando por ali, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: "Siga-me". Levi levantou-se e o seguiu.
15 Durante uma refeição na casa de Levi, muitos publicanos e pecadores estavam comendo com Jesus e seus discípulos, pois havia muitos que o seguiam.
16 Quando os mestres da lei que eram fariseus o viram comendo com pecadores e publicanos, perguntaram aos discípulos de Jesus: "Por que ele come com publicanos e pecadores?"
17 Ouvindo isso, Jesus lhes disse: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores".

A questão de jejum

18 Os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Algumas pessoas vieram a Jesus e lhe perguntaram: "Por que os discípulos de João e os dos fariseus jejuam, mas os teus não?"
19 Jesus respondeu: "Como podem os convidados do noivo jejuar enquanto este está com eles? Não podem, enquanto o têm consigo.
20 Mas virão dias quando o noivo lhes será tirado; e nesse tempo jejuarão.
21 "Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo.
22 E ninguém põe vinho novo em vasilha de couro velha; se o fizer, o vinho rebentará a vasilha, e tanto o vinho quanto a vasilha se estragarão. Ao contrário, põe-se vinho novo em vasilha de couro nova".

O Senhor do sábado

23 Certo sábado Jesus estava passando pelas lavouras de cereal. Enquanto caminhavam, seus discípulos começaram a colher espigas.
24 Os fariseus lhe perguntaram: "Olha, por que eles estão fazendo o que não é permitido no sábado?"
25 Ele respondeu: "Vocês nunca leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam necessitados e com fome?
26 Nos dias do sumo sacerdote Abiatar, Davi entrou na casa de Deus e comeu os pães da Presença, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e os deu também aos seus companheiros".
27 E então lhes disse: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.
28 Assim, pois, o Filho do homem é Senhor até mesmo do sábado".
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

João Baptista prepara o caminho

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João Baptista prepara o caminho

1 Princípio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
2 Conforme está escrito no profeta Isaías:
"Enviarei à tua frente
o meu mensageiro;
ele preparará
o teu caminho"
3 "voz do que clama no deserto:
'Preparem o caminho
para o Senhor,
façam veredas retas
para ele' ".
4 Assim surgiu João, batizando no deserto e pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados.
5 A ele vinha toda a região da Judeia e todo o povo de Jerusalém. Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.
6 João vestia roupas feitas de pelos de camelo, usava um cinto de couro e comia gafanhotos e mel silvestre.
7 E esta era a sua mensagem: "Depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de curvar-me e desamarrar as correias das suas sandálias.
8 Eu os batizo com água, mas ele os batizará com o Espírito Santo".

O baptismo e a tentação de Jesus

9 Naquela ocasião, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no Jordão.
10 Assim que saiu da água, Jesus viu o céu se abrindo e o Espírito descendo como pomba sobre ele.
11 Então veio dos céus uma voz: "Tu és o meu Filho amado; de ti me agrado".
12 Logo após, o Espírito o impeliu para o deserto.
13 Ali esteve quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Estava com os animais selvagens, e os anjos o serviam.

A chamada dos primeiros discípulos

14 Depois que João foi preso, Jesus foi para a Galileia, proclamando as boas-novas de Deus.
15 "O tempo é chegado", dizia ele. "O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas-novas!"
16 Andando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores.
17 E disse Jesus: "Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens".
18 No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram.
19 Indo um pouco mais adiante, viu num barco Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, preparando as suas redes.
20 Logo os chamou, e eles o seguiram, deixando seu pai, Zebedeu, com os empregados no barco.

Jesus expulsa demónios e cura doentes

21 Eles foram para Cafarnaum e, logo que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar.
22 Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei.
23 Justo naquele momento, na sinagoga, um homem possesso de um espírito imundo gritou:
24 "O que queres conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus!"
25 "Cale-se e saia dele!", repreendeu-o Jesus.
26 O espírito imundo sacudiu o homem violentamente e saiu dele gritando.
27 Todos ficaram tão admirados que perguntavam uns aos outros: "O que é isto? Um novo ensino - e com autoridade! Até aos espíritos imundos ele dá ordens, e eles lhe obedecem!"
28 As notícias a seu respeito se espalharam rapidamente por toda a região da Galileia.
29 Logo que saíram da sinagoga, foram com Tiago e João à casa de Simão e André.
30 A sogra de Simão estava de cama, com febre, e falaram a respeito dela a Jesus.
31 Então ele se aproximou dela, tomou-a pela mão e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou, e ela começou a servi-los.
32 Ao anoitecer, depois do pôr do sol, o povo levou a Jesus todos os doentes e os endemoninhados.
33 Toda a cidade se reuniu à porta da casa,
34 e Jesus curou muitos que sofriam de várias doenças. Também expulsou muitos demônios; não permitia, porém, que estes falassem, porque sabiam quem ele era.

Jesus ora num lugar deserto

35 De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando.
36 Simão e seus companheiros foram procurá-lo
37 e, ao encontrá-lo, disseram: "Todos estão te procurando!"
38 Jesus respondeu: "Vamos para outro lugar, para os povoados vizinhos, para que também lá eu pregue. Foi para isso que eu vim".
39 Então ele percorreu toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demônios.

A cura dum homem leproso

40 Um leproso aproximou-se dele e suplicou-lhe de joelhos: "Se quiseres, podes purificar-me!"
41 Cheio de compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: "Quero. Seja purificado!"
42 Imediatamente a lepra o deixou, e ele foi purificado.
43 Em seguida Jesus o despediu, com uma severa advertência:
44 "Olhe, não conte isso a ninguém. Mas vá mostrar-se ao sacerdote e ofereça pela sua purificação os sacrifícios que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho".
45 Ele, porém, saiu e começou a tornar público o fato, espalhando a notícia. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente em nenhuma cidade, mas ficava fora, em lugares solitários. Todavia, assim mesmo vinha a ele gente de todas as partes.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Moisés morre

Moisés morre

1 Então, das campinas de Moabe Moisés subiu ao monte Nebo, ao topo do Pisga, em frente de Jericó. Ali o Senhor lhe mostrou a terra toda: de Gileade a Dã,
2 toda a região de Naftali, o território de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até o mar ocidental,
3 o Neguebe e toda a região que vai do vale de Jericó, a cidade das Palmeiras, até Zoar.
4 E o Senhor lhe disse: "Esta é a terra que prometi sob juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, quando lhes disse: Eu a darei a seus descendentes. Permiti que você a visse com os seus próprios olhos, mas você não atravessará o rio, não entrará nela".
5 Moisés, o servo do Senhor, morreu ali, em Moabe, como o Senhor dissera.
6 Ele o sepultou em Moabe, no vale que fica diante de Bete-Peor, mas até hoje ninguém sabe onde está localizado seu túmulo.
7 Moisés tinha cento e vinte anos de idade quando morreu; todavia, nem os seus olhos nem o seu vigor tinham se enfraquecido.
8 Os israelitas choraram Moisés nas campinas de Moabe durante trinta dias, até passar o período de pranto e luto.
9 Ora, Josué, filho de Num, estava cheio do Espírito de sabedoria, porque Moisés tinha imposto as suas mãos sobre ele. De modo que os israelitas lhe obedeceram e fizeram o que o Senhor tinha ordenado a Moisés.
10 Em Israel nunca mais se levantou profeta como Moisés, a quem o Senhor conheceu face a face,
11 e que fez todos aqueles sinais e maravilhas que o Senhor o tinha enviado para fazer no Egito, contra o faraó, contra todos os seus servos e contra toda a sua terra.
12 Pois ninguém jamais mostrou tamanho poder como Moisés nem executou os feitos temíveis que Moisés realizou aos olhos de todo o Israel.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Moisés abençoa as tribos

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Moisés abençoa as tribos

1 Esta é a bênção com a qual Moisés, homem de Deus, abençoou os israelitas antes da sua morte.
2 Ele disse:
"O Senhor veio do Sinai
e alvoreceu sobre eles desde o Seir,
resplandeceu desde o monte Parã.
Veio com miríades de santos desde o sul,
desde as encostas de suas montanhas.
3 Certamente és tu que amas o povo;
todos os santos estão em tuas mãos.
A teus pés todos eles se prostram
e de ti recebem instrução,
4 a lei que Moisés nos deu,
a herança da assembleia de Jacó.
5 Ele era rei sobre Jesurum,
quando os chefes do povo se reuniam,
juntamente com as tribos de Israel.
6 "Que Rúben viva e não morra,
mesmo sendo poucos os seus homens".
7 E disse a respeito de Judá:
"Ouve, ó Senhor, o grito de Judá;
traze-o para o seu povo.
Que as suas próprias mãos
sejam suficientes,
e que haja auxílio
contra os seus adversários!"
8 A respeito de Levi disse:
"O teu Urim e o teu Tumim pertencem
ao homem a quem favoreceste.
Tu o provaste em Massá;
disputaste com ele
junto às águas de Meribá.
9 Levi disse do seu pai e da sua mãe:
'Não tenho consideração por eles'.
Não reconheceu os seus irmãos,
nem conheceu os próprios filhos,
apesar de que guardaram a tua palavra
e observaram a tua aliança.
10 Ele ensina as tuas ordenanças a Jacó
e a tua lei a Israel.
Ele te oferece incenso
e holocaustos completos no teu altar.
11 Abençoa todos os seus esforços,
ó Senhor,
e aprova a obra das suas mãos.
Despedaça os lombos
dos seus adversários,
dos que o odeiam,
sejam quem forem".
12 A respeito de Benjamim disse:
"Que o amado do Senhor
descanse nele em segurança,
pois ele o protege o tempo inteiro,
e aquele a quem o Senhor ama
descansa nos seus braços".
13 A respeito de José disse:
"Que o Senhor abençoe a sua terra
com o precioso orvalho
que vem de cima, do céu,
e com as águas das profundezas;
14 com o melhor que o sol amadurece
e com o melhor que a lua possa dar;
15 com as dádivas mais bem escolhidas
dos montes antigos
e com a fertilidade das colinas eternas;
16 com os melhores frutos da terra
e a sua plenitude,
e com o favor daquele
que apareceu na sarça ardente.
Que tudo isso repouse
sobre a cabeça de José,
sobre a fronte do escolhido
entre os seus irmãos.
17 É majestoso como a primeira cria
de um touro;
seus chifres são os chifres
de um boi selvagem,
com os quais ferirá as nações
até os confins da terra.
Assim são as dezenas de milhares
de Efraim;
assim são os milhares de Manassés".
18 A respeito de Zebulom disse:
"Alegre-se, Zebulom,
em suas viagens,
e você, Issacar, em suas tendas.
19 Eles convocarão povos para o monte
e ali oferecerão sacrifícios de justiça;
farão um banquete
com a riqueza dos mares,
com os tesouros ocultos das praias".
20 A respeito de Gade disse:
"Bendito é aquele
que amplia os domínios de Gade!
Gade fica à espreita como um leão;
despedaça um braço e também a cabeça.
21 Escolheu para si o melhor;
a porção do líder lhe foi reservada.
Tornou-se o chefe do povo
e executou a justa vontade do Senhor
e os seus juízos sobre Israel".
22 A respeito de Dã disse:
"Dã é um filhote de leão,
que vem saltando desde Basã".
23 A respeito de Naftali disse:
"Naftali tem fartura do favor do Senhor
e está repleto de suas bênçãos;
suas posses estendem-se para o sul,
em direção ao mar".
24 A respeito de Aser disse:
"Bendito é Aser entre os filhos;
seja ele favorecido por seus irmãos,
e banhe os seus pés no azeite!
25 Sejam de ferro e bronze
as trancas das suas portas,
e dure a sua força como os seus dias.
26 "Não há ninguém
como o Deus de Jesurum,
que cavalga os céus para ajudá-lo,
e cavalga as nuvens em sua majestade!
27 O Deus eterno é o seu refúgio,
e para segurá-lo
estão os braços eternos.
Ele expulsará os inimigos
da sua presença,
dizendo: 'Destrua-os!'
28 Somente Israel viverá em segurança;
a fonte de Jacó está segura
numa terra de trigo e de vinho novo,
onde os céus gotejam orvalho.
29 Como você é feliz, Israel!
Quem é como você,
povo salvo pelo Senhor?
Ele é o seu abrigo, o seu ajudador
e a sua espada gloriosa.
Os seus inimigos se encolherão
diante de você,
mas você pisará as suas colinas".
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